Amazônia

           
             A Missão Amazônia está inserida no Amazonas, no qual a Amazônia legal ocupa cerca de 59% do território brasileiro. Nela vivem em torno de 24 milhões de pessoas distribuídas em 775 municípios, segundo o Censo 2010. Essa região é possuidora de diversos espaços diferentes onde cada um abrange uma grande diversidade natural, cultural, étnica e também religiosa. Dentro dessa grande diversidade, existem as comunidades ribeirinhas e indígenas.


               A taxa de analfabetos chega a 25% e para cada 1.000 crianças 39 morrem antes de completar 1 ano de idade. A renda per capita chega a 3 dólares e a participação do PIB é de 5%. A cada dia aparece uma situação nova que exige ações rápidas e bem programadas. (Fonte IBGE)


           No Amazonas, os seus problemas são agravados pelas enchentes, ou pela longa seca, pelas doenças; como malária, DST, AIDS, e pelos conflitos entre garimpeiros, madeireiros e governo. E também, pela proximidade dos países onde o narcotráfico atua livremente estimulando a prostituição infantil, estimulado pela miséria e o tráfico pelas embarcações feitas pelos inúmeros rios existentes.


          São mais de 90.000 vilarejos ribeirinhos do Amazonas. O desafio é realmente grande! Não podemos ignorá-lo.

Contexto Regional 

        A forma de vida tanto das comunidades indígenas quanto das comunidades ribeirinhas se caracteriza por um relacionamento próximo com a natureza, pela forma como vivem e se relacionam com a diversidade dos ecossistemas regionais. Ambos estão sujeitos aos fenômenos naturais de subida e descida das águas, pois há dois períodos distintos nas regiões : o período de chuva ( a cheia acontece entre os meses de fevereiro a julho ) e o período de estiagem ( a seca acontece entre os meses de agosto a janeiro. )


        Quando os rios estão secos ou cheios demais, temos grandes impactos na alimentação e no sistema de saúde e educacional. Na seca os alunos e professores ficam sem poder ir a escola pois o transporte pelos rios fica muito difícil e as vezes chega até ser interrompido, enquanto podem fazem o percurso apé, por muitas vezes passando pelos desafios de um caminho barroso e perigoso com o surgimento de animais silvestres como cobras e jacarés.  

 

        Com isso também fica difícil a chegada de alimento até eles, também dificulta a chegada de médicos e de agentes de saúde. É grande a dificuldade na locomoção neste período.


        Na cheia, durante as grandes enchentes muitas vezes a população tem suas casas invadidas pela água, aumentam os casos malária e diarreia. Algumas famílias que plantam perdem o seu cultivo e os seus animais.


         A falta de saneamento básico, escolas sem estrutura e suporte, bem como a falta de atendimento à saúde é uma realidade em ambas as regiões.


        Apesar da grande biodiversidade, da imensidão dos rios fartos de peixes e de suas grandes florestas, a alimentação de quem vive neste contexto é pouco variada, geralmente é peixe, farinha de mandioca e algumas frutas tropicais da Amazônia como cupuaçu, açaí, jambo, etc.

Povos Ribeirinhos

           Grande parte das comunidades ribeirinhas tem origem no ciclo da borracha, no final do século XIX (19), quando cerca de meio milhão de pessoas, a maioria nordestinos que deixaram sua terra natal fugindo da seca, mudaram-se para a região Norte do país, para trabalhar no ciclo da extração do látex das árvores conhecidas como seringueiras. A maioria preferiu a proximidade com os rios para levantar palafitas.


           O ciclo da borracha entrou em decadência na década de 50, e muitos ficaram sem alternativa de trabalho e deixaram a região. Outros sem terem como retornar se espalharam ao longo dos rios da floresta amazônica onde construirão suas moradias. Alguns povoados cresceram e se tornaram municípios. Outros, menores, não passaram de comunidades isoladas que estão até hoje a beira dos rios.

 


           Grande parte da população ribeirinha vive em condições precárias de existência e ainda não tem existência civil. Os ribeirinhos tem uma grande carência na assistência médica ; quando há profissionais da área de saúde, o difícil acesso impede que eles cheguem até a comunidade do atendimento. Muitas comunidades ficam dentro das matas dificultando a chegada dos médicos, não é difícil ouvir que em algumas comunidades nunca receberam um médico.


          Segundo uma pesquisa do IBGE, no estado do Amazonas existem mais de noventa mil comunidades ribeirinhas espalhadas as margens dos rios e igarapés. Especialmente eles vivem em agrupamentos de 20 a 40 casas de madeiras construídas em palafitas ou flutuantes as moradias consistem em pequenos cômodos geralmente de dois quartos apenas e chega a morar em uma casa de 4 a 10 pessoas.

Povos Indígenas

           A população indígena que atendemos é aculturada e convive pacificamente em comunidade, sobrevivendo da pesca e da agricultura de subsistência, também recebem auxílio de órgãos como a Funai e Sesai, porém sempre estão necessitando de atendimento e cuidados básicos.
 

                No estado do Amazonas, existe espalhada - de acordo com o Programa Amazonas Indígena, elaborado pela Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - uma população indígena de 120 mil indivíduos de 66 etnias, que falam 29 línguas. É a maior população indígena do Brasil.
 

             Embora muitas tribos possuam contato com a cultura externa, elas ainda mantém os principais aspectos de vida dos seus antepassados. Vivem da caça, pesca, extrativismo vegetal e agricultura.
 
                  Para muitos observadores, o destino dos povos indígenas do Brasil ainda é incerto, e esperam muitas lutas pela frente. Os conflitos que os envolvem continuam a se multiplicar; mortes, abusos, violência e disrupção interna continuam a afligir muitas comunidades, mesmo com todos os avanços e toda proteção jurídica, com toda a conscientização política das comunidades e sua mobilização conjunta, e mesmo com o apoio de expressiva parcela da população brasileira não-índia e organismos internacionais. Há muitos interesses econômicos em jogo. 

"Nós da Missão Amazônia, entendemos que precisamos cuidar daqueles que cuidam da floresta"

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